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Senado da Argentina diz não à legalização do aborto e país fica com lei de 1921

Foto: Natacha Pisarenko AP –
Buenos Aires – As convicções religiosas se impuseram ao direito das mulheres de decidir sobre seu próprio corpo na Argentina, o país do Papa Francisco. O Senado argentino rejeitou, por 38 votos a 31 e já entrada a quinta-feira (09/08), o projeto de legalização do aborto até a 14ª semana de gravidez, que havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em junho. A interrupção da gravidez continua a ser um crime punido com até quatro anos de prisão, apesar do fato de que a cada minuto e meio uma mulher aborta no país.
A Argentina do século XXI e integrada ao mundo anunciada por Mauricio Macri continuará com uma dívida histórica para com as mulheres: o aborto legal. O presidente argentino autorizou pela primeira vez o debate parlamentar sobre a interrupção voluntária da gravidez, mas a coalizão que lidera, Cambiemos, foi a que deu mais votos contra a iniciativa. A lei vigente, de 1921, e que só permite o aborto em caso de violação ou risco de vida para mãe, soava avançada há 97 anos, mas não respondem às novas demandas sociais de boa parte da sociedades que organizou uma mobilização inédita.

Fonte: EL PAÍS

Jonas Mello

Jornalista radialista e editor-chefe do Jornal de Leste a Oeste e do blog do Jonas Mello

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